Estudo prevê que crescimento global cessará somente em 2011.
A HSBC Global Research divulgou um incremento nos volumes de carga conteinerizada em 12% para o ano de 2010, mas o crescimento diminuirá pela metade - 6% - em 2011.
No entanto, a instituição financeira sugere uma maior abertura das taxas de frete global durante o mesmo período, com aumento médio de 17% em dólares por Teu (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) para este ano, mas crescendo apenas 2% no próximo ano.
Segundo a HSBC, as movimentações marítimas de recipientes aumentaram em 20% no segundo trimestre de 2010, enquanto os volumes de julho, 12,7 milhões de Teus, foram 11% acima do mesmo período em 2009 e apenas 2% abaixo de julho de 2008.
"Em escala global, a demanda permanece forte em rotas intra-asiáticas e, recentemente, também nos comércios entre Ásia e Europa. As taxas de frete cobradas por companhias como a Maersk - que recentemente atualizou a orientação - estão em torno de 30%, devido à demanda saudável", declarou a HSBC Global Research.
Quanto à possibilidade de retorno aos tempos de recessão, a instituição financeira cita um risco limitado. "Em um ano típico, o sector [ogístico] gera cerca de 55% dos lucros no segundo semestre, refletindo o momento da alta temporada", disse o banco. "Em nossos números revisados, cerca de 48% foi gerado no primeiro semestre de 2010, e 52% deve ser gerado no segundo semestre. Isto implica um abrandamento do ritmo no segundo semestre desse ano, mas também que a tônica para o ano de 2010 é a prudência."
Ainda de acordo com a HSBC, No primeiro semestre de 2010, o modal marítimo cresceu 15% e o aéreo, 25%. Embora haja ssibilidade de uma nova recessão, os fortes números do primeiro semestre implicam que as previsões de risco para 2010 são muito baixas.
Fonte: Guia Maritimo
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Volume de contêineres deve aumentar18/07/2011
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Falhas no portos brasileiros prejudicam a exportação do país18/07/2011O Porto de Roterdan, na Holanda é um exemplo de eficiência e rapidez - 130 mil navios partem e chegam ao local por ano. É a porta de entrada da maioria dos grãos brasileiros exportados para a Europa.
Apesar de ser o maior e mais importante porto da Europa, não há nenhum navio esperando para atracar no porto. Bem diferente de Paranaguá, onde os navios ficam no mar até um mês esperando para carregar ou descarregar no porto. Essa demora e falta de infraestrutura tem provocado prejuízos para os produtores da Europa.
No porto de Montoir, oeste da França, 1,6 milhão toneladas de farelo de soja vindos do Brasil desembarcam no local - 70% do que a França compra do país. O que chega do Brasil chega atrasado.
"Nossos clientes vão receber o produto depois do planejado e isso não é nada bom", diz o gerente da maior cooperativa holandesa.
Por causa dessa dificuldade brasileira de cumprir prazos, compradores franceses estão buscando soja em outros países. É o que diz o diretor do Porto de Montoir, Fernando di Morale.
Esse prejuízo é reflexo da falta de estrutura do porto brasileiro. Os problemas de Paranaguá, Por onde sai a maior parte da produção agrícola nacional, ficam expostos na época da colheita da safra.
Pouco espaço para os caminhões descarregarem. Filas de até 50 quilômetros na estrada que leva ao porto. No mar, navios esperam mais de um mês para atracar. Até a chuva é obstáculo. Não há coberturas para o embarque da produção. Quando chove, o porto praticamente para.
Em 2011, o prejuízo para os exportadores brasileiros com os atrasos foi de R$ 100 milhões. Cada navio parado no Brasil chega a dar um prejuízo de US$ 100 mil por dia ao comprador europeu.
Em outro importante porto europeu, em Hamburgo, norte da Alemanha, a movimentação dos mais de dois milhões de containeres é toda automatizada.
Desde o momento em que o navio atraca no porto até a hora em que os containeres vão para os caminhões, as máquinas fazem o trabalho de nada menos que 700 funcionários. Um bilhão de euros foram investidos para automatizar o terminal.
"São coisas assim pontuais que nós entendemos que tem que fazer rapidamente, pra que nós não voltemos a repetir os problemas no início do ano que vem", diz o superintendente da Ocepar, Nelson Costa.
“Estamos prevendo alguns investimentos de responsabilidade do próprio porto, ampliação do pátio de estacionamento dos caminhões, conclusão da reforma do atual pátio, além de algumas parcerias com a iniciativa privada no sentido de atender melhor a demanda de Paranaguá”, afirma o superintendente do Porto de Paranaguá, Airton Vidal Maron
Fonte: Jornal Floripa -
Exportações da indústria gaúcha crescem 17,6% em maio11/06/2011As exportações da indústria do Rio Grande do Sul atingiram US$ 1,3 bilhão em maio, uma elevação de 17,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. "Mesmo prevalecendo o cenário de valorização cambial as empresas conseguiram ganhar espaço no mercado externo. Nesse caso, a retomada do crescimento das vendas para a Argentina, após a retração verificada em abril, ajudou a consolidar o cenário de alta", explicou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, destacando que o avanço de 87% dos embarques veículos automotores e peças para o país vizinho representaram um incremento de US$ 50 milhões. Esse resultado, salientou, poderia ainda ser melhor se não existissem os entraves em relação às máquinas e implementos agrícolas.
Outros dois setores também merecem destaque em maio, como o aumento de 31% nas exportações de Máquinas e Equipamentos, em especial para o México e o Paraguai, e a elevação de 38% no setor de Alimentos, principalmente de óleo de soja para a Ásia e de carne de frango e suíno para a Rússia e Argentina. Por outro lado, há segmentos que ainda encontram dificuldades no cenário internacional, como é o caso de Tabaco e Móveis, com retração de 6,6% e 5,9%, respectivamente.
Os principais destinos dos produtos do Rio Grande do Sul no mês de maio foram a China, com 13,8% na pauta do Estado, comprando grãos, óleos de soja e celulose; e a Argentina, participando com 10,1%, recebendo tratores, colheitadeiras, automóveis de passeio e polímeros. Na terceira posição, respondendo por 6,7% dos produtos gaúchos exportados, ficaram os Estados Unidos, em que se destacaram os embarques de calçados, armas de fogo e tabaco.
Como reflexo da taxa de câmbio valorizada, as importações mantiveram-se aquecidas, aumentando 50,8% sobre maio de 2010. Outros dois produtos de destaque são os Combustíveis e Lubrificantes, com aumento de 124%, e os Bens Intermediários e Matérias-Primas, mais 52,5%.
Fonte: Confederação Nacional da Indústria -
Brasil triplicou investigações antidumping27/05/2011O Brasil quase triplicou as investigações antidumping para frear importações com preços supostamente desleais e foi o que mais usou esse instrumento de defesa entre os países do G-20, nos últimos seis meses, coincidindo com elevação de medidas restritivas no comércio internacional.
As investigações no Brasil passaram de nove para 25, e essa situação é destacada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório destinado aos líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes que formam o G-20, espécie de diretório econômico global.
Segundo o levantamento, os países do grupo, que fazem mais de 80% da produção mundial, impuseram 122 medidas restritivas ao comércio, mais do dobro do período anterior, como resposta às incertezas econômicas e rompendo o compromisso de resistir ao protecionismo.
As duas organizações ressalvam, porém, que isso não resultou em elevação significativa de barreira comercial, afetando apenas 0,6% das importações, comparado a 0,3% no período anterior. De fato, novos dados mostram que o comércio mundial cresceu num ritmo frenético no primeiro trimestre. A taxa foi de 3,6%, o que dá uma expansão anualizada de 15%. Mas as evidencias apontam para desaceleração nas exportações, com queda de novas encomendas em grandes países exportadores como a Alemanha.
A OMC projeta crescimento de comércio mundial de 6,5% este ano, que é a média histórica. Mas consultorias apostam em 10% pelo menos.
Conforme o relatório, as investigações antidumping, que podem ou não conduzir a imposição de sobretaxa nas importações com preços deslealmente baixos, continuam altas, mas diminuíram 6% entre os países do grupo, e teriam sido mais significativas se não fosse por causa do Brasil e da Rússia.
O Brasil abriu 25 investigações, ante nove no relatório precedente, alvejando produtos originários da Ásia, Europa e América Latina. De 19 casos que a OMC listou, quatro são contra a China, que é a maior preocupação dos produtores brasileiros.
Um estudo feito para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), coordenado pela professora Vera Thorstensen, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, considerou que o governo brasileiro é "tímido" em usar instrumentos de defesa comercial contra a China. De 2.433 sobretaxas antidumping aplicadas pelos países membros da OMC em 15 anos, 563 foram contra a China. O Brasil aplicou 30, e a Índia, quase o triplo.
O Brasil aparece com destaque no relatório da OMC e da OCDE inclusive por ter sido o único do G-20 que não respondeu aos pedidos iniciais de informações que foram feitos pelas organizações.
A Rússia abriu uma investigação, enquanto a Índia diminuiu de 20 para 15, e a China de seis para quatro. Mas a situação brasileira não pode ser qualificada de puramente defensiva. Se de um lado investiga mais e também aumenta algumas tarifas de importação, como a de 20% para 35% no caso de brinquedos, o país também reduziu as alíquotas de 542 bens de capital até junho de 2012.
O Brasil e os EUA se destacaram também na notificação de medidas sanitárias e fitossanitárias, que endurecem nas importações agrícolas E como outros países, o Brasil também está na lista dos que recorrem à licença não automática de importação, que retarda a entrada do produto.
Globalmente, as novas restrições afetam sobretudo produtos químicos, carnes, siderúrgicos, plásticos, maquinários, lácteos e carros. Também aumentaram as restrições as exportações.
Em outro relatório, a OCDE destaca o Brasil, ao lado da China, Itália e Rússia, por "passos para restringir investimentos estrangeiros", com a alta do IOF para frear o fluxo de capital volátil que entrava no país.
Nos países desenvolvidos, as enormes ajudas para sair da crise continuam fazendo efeito. Em seis países - Austrália, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos - menos da metade do US$ 1,5 trilhão de ajuda para o setor financeiro foi pago de volta aos governos.
Fonte: Valor Econômico -
Reajuste na taxa de utilização do Siscomex23/05/2011A Taxa de Siscomex é paga em todas as operações de importação, e independe do valor da mercadoria, é cobrada por utilizar o Siscomex, e acontece sempre no Registro da Declaração de Importação (DI).
A Instrução Normativa RFB nº 1.158 de 24 de maio de 2011, dispõe os novos valores e passará a vigorar a partir de 01 de junho de 2011.
http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2011/in11582011.htm
